A possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a assombrar Brasília e os principais centros de poder, segundo reportagem publicada originalmente no Correio da Manhã. Líderes partidários avaliam como improvável um acordo amplo, diante do temor de que o caso envolva nomes com foro privilegiado, inclusive do Judiciário, o que levou o ministro Dias Toffoli, do STF, a colocar o inquérito sob sigilo.
O sinal de alerta se intensificou após a saída do advogado Walfrido Warde da defesa de Vorcaro, movimento interpretado nos bastidores como indicativo de que o banqueiro estuda colaborar com as investigações. Preso no Aeroporto de Guarulhos e solto dois dias depois, Vorcaro tornou-se figura central de um caso que culminou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em meio a suspeitas classificadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como potencialmente o maior escândalo da história do mercado financeiro brasileiro.
Com relações espalhadas entre políticos, integrantes do governo, da oposição e do Judiciário, o banqueiro virou tema sensível no Congresso, onde muitos evitam comentar o risco de delações. A Operação Compliance Zero também trouxe à tona o papel de ex-sócios e executivos ligados ao grupo financeiro, ampliando a tensão em Brasília. A análise completa, com detalhes e bastidores, está disponível no Correio da Manhã, publicação original assinada por Tales Faria — leitura essencial para entender por que o caso acendeu a luz vermelha nos corredores do poder.




