STF: aliados de Moraes e Mendonça vão “armados até os dentes” para sessão decisiva desta terça

Crédito: Antonio Augusto/STF
Crédito: Antonio Augusto/STF
Coluna de Tales Faria no Correio da Manhã mostra os bastidores da disputa entre os grupos de Alexandre de Moraes e André Mendonça no STF, véspera de sessão que pode envolver acordo, guerra aberta ou pedido de vista.

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, os bastidores da tensa disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas da sessão plenária desta terça-feira, 15 de setembro. O encontro deve decidir até que ponto o envolvimento de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, do Banco Master, ultrapassou os limites aceitos pela Corte. Na sessão seguinte, André Mendonça também será julgado pelos colegas, sob suspeita de manipulação política do inquérito do mesmo banco. Segundo um advogado com trânsito nos tribunais superiores de Brasília, que conversou com três ministros do STF, “ninguém sabe o que vai acontecer” na sessão.

Outro jurista ouvido pela coluna é mais cético: para ele, os ministros “sempre se acertam” e “quem se ferra é o povão”. Ele cita a operação contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-RJ), realizada às vésperas da sessão, como um recado a Mendonça — o parlamentar teria aproximado Vorcaro do ministro. Um terceiro advogado admite ser possível um cenário mais “civilizado”: uma decisão de meio-termo sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, aprovada por unanimidade, que já sinalizasse um acordo para o julgamento de Mendonça na sessão seguinte. Ainda assim, ele reconhece não saber “se tem clima” para isso, já que os ministros consultados pareciam mais dispostos à guerra do que à conciliação.

Do lado de Moraes, os aliados devem questionar a participação de Luiz Fux e Nunes Marques no julgamento — que também teriam ligações com Vorcaro —, além da qualidade das provas e do formato da sessão. Já o grupo de Mendonça, ciente de que os adversários dominam melhor a legislação, não pretende ceder e se preparou a fundo, aproveitando o acesso privilegiado do ministro aos autos como relator. Nesse cenário, o presidente da Corte, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia surgem como votos decisivos e imprevisíveis, já que não costumam se alinhar a nenhum dos grupos — e Fachin tentará usar essa posição para conduzir o plenário a uma proposta de pacificação. Diante de tantas variáveis, a coluna conclui que tudo pode acontecer na sessão desta terça-feira, inclusive nada, ou um pedido de vista. Leia mais no Correio da Manhã.

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