O jornalista Tales Faria revelou, em vídeo, que é grande a possibilidade de a reunião plenária do STF marcada para a próxima terça-feira (15) não ser realizada, ou de ser suspensa por um pedido de vista. O encontro discutiria as brigas entre ministros provocadas por revelações de um caso mantido sob sigilo. Também está em discussão a realização de uma reunião administrativa fechada, reunindo todos os ministros, antes de qualquer decisão sobre o tema.
Segundo o relato, a ala do STF ligada a Alexandre de Moraes argumenta não ter como tomar qualquer decisão sem ter acesso completo a tudo o que está no processo sob a guarda do ministro André Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, chegou a pedir a Mendonça que abrisse o sigilo das investigações, mas o ministro manteve em segredo a parte referente ao caso “Dark House”, que pode comprometer ainda mais o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Mendonça também manteve sigilo sobre trechos relativos ao ex-líder do governo no Senado, Jacques Wagner, que, segundo Tales Faria, a princípio também podem prejudicar o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o jornalista, Mendonça argumenta que não pode abrir o sigilo sob risco de atrapalhar as investigações em andamento, e tem o apoio dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Já Alexandre de Moraes conta com o apoio de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Flávio Dino. No meio dessa disputa estão o presidente Edson Fachin, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin — sendo que, segundo a análise de Tales Faria, Zanin tende a votar com o grupo de Moraes por ter sido advogado de Lula, o que deixa Carmen Lúcia e Fachin como os votos mais disputados entre os dois lados.
Tales Faria destaca ainda que entidades ligadas ao meio jurídico cobram a realização de uma reunião plenária aberta, mas que, caso ela ocorra restrita aos dados de sigilo relativos a Moraes, há grande chance de se tornar um confronto direto entre os ministros. Por isso, o cenário ideal para a maioria seria um novo adiamento por parte de Fachin. No entanto, o presidente do STF avalia que já sofreu desgaste pessoal com as brigas internas e defende que chegou a hora de todos os ministros dividirem essa responsabilidade — ou que um deles assuma sozinho o pedido de vista para analisar com mais tempo o material já disponibilizado.
Segundo o jornalista, não há acordo até o momento sobre nenhum desses pontos, e a expectativa é que os ministros passem o fim de semana trocando mensagens à espera de que a situação se acalme, deixando para a segunda-feira a decisão final sobre a realização da sessão de terça e sobre o formato que ela deverá assumir.
Assista ao vídeo completo com a análise de Tales Faria e acompanhe mais conteúdos exclusivos.




