O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) pode se transformar em um ponto de mudança para a Corte. Segundo o colunista, o confronto ocorre entre dois grupos antagônicos de ministros: o de Alexandre de Moraes e o de André Mendonça, que trocam acusações mútuas de envolvimento com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, e de favorecimento às candidaturas presidenciais de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contra Moraes pesam o contrato do escritório de advocacia de sua esposa com o banco Master e mensagens do ex-banqueiro pedindo ajuda ao ministro; contra Mendonça, vazamentos supostamente seletivos para atingir o colega e prejudicar a campanha de reeleição de Lula.
De acordo com a coluna, Mendonça tem o apoio de Luiz Fux e Nunes Marques, enquanto Moraes conta com Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e, eventualmente, Cristiano Zanin, cabendo os votos decisivos ao presidente da Corte, Edson Fachin, e à ministra Cármen Lúcia. Tales Faria destaca que Fachin, até então atropelado e desrespeitado pelos demais ministros, passou a deter poder de fato: é ele quem define a pauta da sessão de terça-feira (15), restrita à petição 16.662, sobre o relatório de Mendonça e da Polícia Federal a respeito das mensagens entre Vorcaro e Moraes. O presidente do STF recusou o pedido de Moraes para uma sessão conjunta, argumentando que os dois casos “possuem contornos e objetos bem delineados”, e assumiu a relatoria da discussão sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.
Para o colunista, a sessão marcada para terça-feira tem tudo para se tornar o auge de uma crise que provocará grandes mudanças no Supremo. Segundo Tales Faria, o episódio já deu novo status a Fachin, que deixou de ser inexpressivo para se tornar decisivo, confirmando, na prática, sua defesa histórica da adoção de um Código de Ética para impor limites à conduta dos ministros da Corte. Leia mais no Correio da Manhã.




