Lula 46,2% x Flávio 46,4%: pesquisa aponta virada no 2º turno em meio a operação da PF contra o clã Bolsonaro

Crédito: Antonio Augusto/ STF
Crédito: Antonio Augusto/ STF
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula pela primeira vez no 2º turno, enquanto a PF realiza operação com 49 mandados sobre o filme "Dark Horse". Jornalista Tales Faria detalha o pânico nas campanhas a 25 dias da eleição.

A 25 dias da eleição presidencial, as equipes de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vivem um clima de alta tensão, segundo reportagem do jornalista Tales Faria publicada no Correio da Manhã. Na campanha de Lula, o alarme foi disparado pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10), que apontou empate técnico no 2º turno com ligeira vantagem de Flávio Bolsonaro — 46,4% contra 46,2% do petista, revertendo o cenário anterior, em que Lula liderava por 47,1% a 42,6%. No 1º turno, Lula segue à frente, com 43% das intenções de voto ante 37,4% de Flávio, que avançou em relação aos 34% da pesquisa anterior.

O resultado levou o presidente do PT, Edinho Silva, a convocar uma reunião emergencial com a cúpula do partido, marcada por críticas à condução da campanha e cobranças por um discurso mais duro contra Flávio e o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo Tales Faria, tanto Edinho quanto o coordenador de campanha, Sidônio Palmeira, foram alvo de críticas internas por não ouvirem outros setores do partido. Já na equipe de Flávio Bolsonaro, o temor girou em torno da retomada das investigações sobre o filme “Dark Horse”, conduzidas pela Polícia Federal sob supervisão do ministro do STF Flávio Dino, que vem se destacando na disputa interna da Corte entre aliados de André Mendonça e de Alexandre de Moraes.

O texto detalha ainda a Operação Make Up, deflagrada pela PF com 49 mandados de busca e apreensão para apurar desvio de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Uma gravação obtida pela corporação mostra Flávio Bolsonaro pedindo R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Entre os alvos da operação estão o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista do filme e autor das emendas investigadas — que teve sete armas apreendidas e foi proibido por Dino de deixar o país —, e Karina Gama, da produtora Go Up Entertainment, que registrou em cartório estar sendo pressionada a fazer delação premiada. Leia mais no Correio da Manhã, em reportagem do jornalista Tales Faria.

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