Dino ateia fogo no circo do STF e obriga Fachin a convocar plenário

Crédito: Agência Brasil
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O jornalista Tales Faria revela como decisão de Flávio Dino sobre a PF desautoriza André Mendonça e pressiona Fachin a agir.

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, provocou uma crise inédita na Corte ao determinar a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do chefe da Diretoria de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Segundo Tales Faria, a decisão desautoriza diretamente o colega de toga André Mendonça, que havia determinado o afastamento imediato dos dois gestores, configurando um confronto explícito sem precedentes entre dois ministros do STF.

De acordo com o levantamento de Tales Faria, Dino justificou sua decisão argumentando que processos sob sua relatoria sobre emendas parlamentares estariam prejudicados pela interferência nos trabalhos policiais, e defendeu que o caso seja levado ao plenário do STF. O jornalista destaca que a manobra pressiona o presidente da Corte, Edson Fachin, criticado no meio jurídico por sua leniência diante do impasse, a convocar uma sessão pública para resolver a disputa — pedido que já havia sido feito por 13 ex-ministros do STF em carta aberta.

Tales Faria ainda mapeia a configuração de forças na Corte: enquanto Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques formam maioria na 2ª Turma contra Gilmar Mendes, no plenário Dino costuma se alinhar a Gilmar e Cristiano Zanin, deixando os votos de Carmén Lúcia e do próprio Fachin como decisivos.

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