Centrão e Faria Lima já torcem pelo fim da disputa e por aliança “Tarula” entre Lula e Tarcísio

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação
Tales Faria revela, em coluna no Correio da Manhã, como cresce entre o centrão e a Faria Lima o desejo de antecipar o fim das eleições e selar uma aliança entre aliados de Lula e Tarcísio de Freitas, batizada de "Tarula".

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, o crescimento de um movimento político em São Paulo que une aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), batizado de “Tarula”. Segundo o jornalista, prefeitos como Akira Auriani (PSB), de Rio Grande da Serra, e Marcelo Lima (Podemos), de São Bernardo do Campo, têm se posicionado como pontes entre os dois campos, mesmo pertencendo a partidos que compõem a base de apoio a Fernando Haddad (PT) na disputa ao governo paulista.

De acordo com Tales Faria, o grupo “Tarula” avalia que a eleição em São Paulo e no país mal começou, mas já poderia ser encerrada, já que Haddad não teria mais chances diante de Tarcísio e Flávio Bolsonaro teria batido no teto das pesquisas nacionais. O jornalista aponta que essa antecipação interessaria à chamada Faria Lima, já que Tarcísio voltaria a cuidar do estado e Haddad assumiria o Ministério da Fazenda em Brasília, dando início ao ajuste fiscal esperado pelo mercado. Faria também destaca a repercussão negativa da entrevista de Daniela Marques, assessora econômica de Flávio Bolsonaro, ao programa “C-Level Entrevista”, da Folha de São Paulo, na qual ela evitou detalhar o plano econômico do candidato.

O colunista relata ainda que, na mesma quarta-feira, 26, Lula reuniu-se com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para fechar acordo sobre a pauta de votações do esforço concentrado do Congresso antes das eleições. Segundo Tales Faria, esse gesto de entendimento contrastou com a falta de articulação demonstrada pelos bolsonaristas durante a campanha e alimentou a expectativa do centrão de que Alcolumbre e Motta conduzam um novo pacto entre Congresso, governo e Judiciário. Leia mais no Correio da Manhã.

Compartilhe: