Mourão rebate livro de brigadeiro e diz que general Freire Gomes “não foi covarde” ao recusar Bolsonaro

Crédito: Rudolfo Lago/Correio da Manhã
Crédito: Rudolfo Lago/Correio da Manhã
Em entrevista ao Correio da Manhã, concedida a Rudolfo Lago e Tales Faria, o ex-vice-presidente Hamilton Mourão contesta a versão do brigadeiro Baptista Júnior sobre uma tentativa de golpe, defende o general Freire Gomes e revela ter pedido a Bolsonaro que reconhecesse a derrota nas eleições de 2022. Mourão também aponta Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como ministros do STF que devem ser investigados.

Os jornalistas Rudolfo Lago e Tales Faria revelam, em entrevista publicada no Correio da Manhã, que o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) rebate a tese de tentativa de golpe de Estado defendida pelo brigadeiro Baptista Júnior em seu novo livro. Mourão afirma não ter participado das reuniões realizadas pelo então presidente Jair Bolsonaro com os comandantes militares após a derrota nas eleições de 2022, mas defende que não houve um plano efetivo de ruptura institucional, classificando a chamada minuta de golpe como “coisa de amador”.

Apesar de discordar da tese do golpe, Mourão contesta as declarações do general Walter Braga Netto — que o substituiu como candidato a vice-presidente — sobre o então comandante do Exército, general Freire Gomes. Segundo o senador, Freire Gomes “não foi covarde” e agiu corretamente ao buscar preservar a instituição. Mourão também revela ter conversado duas vezes com Bolsonaro no período pós-eleitoral, pedindo que ele reconhecesse a derrota, criticasse o TSE por vias institucionais, retirasse apoiadores da frente dos quartéis e passasse a faixa presidencial a Lula.

Na entrevista, Mourão ainda defende a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, avalia que a democracia brasileira enfrenta um risco por desequilíbrio entre os Poderes e aponta os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como alvos de possível processo de impeachment, citando indícios ligados ao caso do Banco Master. O senador declara ainda apoio pessoal à candidatura de Flávio Bolsonaro, apesar da posição de independência adotada por seu partido.

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