O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que a disputa pelo poder no Maranhão ganhou um novo capítulo com o afastamento de Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), da presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por determinação do ministro do STF Flávio Dino. A decisão está relacionada às investigações sobre o assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho, morto a tiros em São Luís em agosto de 2022, em um caso que, segundo Dino, envolve elementos de prova sobre ações para blindar a identificação de Daniel Brandão na apuração.
Segundo a coluna, o episódio expõe a ruptura entre Flávio Dino e a família Brandão, que assumiu o governo do estado após um acordo não cumprido por Carlos Brandão, que havia se comprometido a apoiar seu vice, Felipe Camarão (PT), como candidato à sucessão, mas lançou o sobrinho Orleans Brandão para consolidar uma nova dinastia política, substituindo o histórico domínio da família Sarney no estado. Um dos assassinos do empresário afirmou em depoimento que Daniel Brandão estava no local do crime e que o episódio teria relação com disputa por propina vinculada à Secretaria de Educação, então sob comando de Camarão.
A coluna detalha ainda a composição das chapas que disputam o governo do Maranhão em outubro: a de Orleans Brandão conta com a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Weverton Rocha, enquanto Felipe Camarão tem ao seu lado a senadora Eliziane Gama e Enilton Rocha. Uma terceira via é representada pelo ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, com chapa que reúne nomes do centrão e do bolsonarismo.
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