Mercado reage ao empate no Datafolha e envia recado a Flávio Bolsonaro antes do debate na Globo

Crédito: Divulgação
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Em coluna no Correio da Manhã, Tales Faria compara o mercado ao Oráculo de Delfos e analisa os sinais da queda do Ibovespa e da alta do dólar após o Datafolha apontar empate de 50% a 50% entre Lula e Flávio Bolsonaro. Veja o que o colunista diz sobre o debate e a estratégia do candidato do PL.

Em coluna publicada no Correio da Manhã em 23 de outubro de 2026, o jornalista Tales Faria compara o mercado financeiro ao Oráculo de Delfos, da Grécia Antiga, e afirma que, em momentos de tensão, as pessoas se voltam para ele em busca de sinais, ainda que ambíguos. Na quinta-feira, 22, três dias antes da eleição presidencial, o mercado, que vinha em ascensão acompanhando a alta de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, passou o dia em queda. O dólar comercial subiu 0,22%, cotado a R$ 5,038, e o Ibovespa fechou em baixa de 1,15%, aos 204.120,12 pontos, pressionado por boatos de que o Datafolha traria queda de Flávio ou alta de Lula.

Segundo o colunista, o Datafolha confirmou o empate de 50% a 50% entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Tales Faria avalia que o mercado perdeu parte do encantamento com as idas e vindas de promessas do bolsonarismo, citando as falas sobre o Bolsa Família, ora para acabar, ora para ampliar, e sobre cortes em aposentadorias para o ajuste fiscal, depois negados. Para o colunista, o sinal enviado a Flávio é que, na ânsia de sair de sua bolha, ele perde a confiança do mercado que já estava decidido a apoiá-lo.

Na reta final, o candidato terá o debate com Lula na TV Globo, apontado como o evento mais importante da campanha. De acordo com a coluna, seus marqueteiros cobram que não cometa erros e avaliam que ele já tirou força do desafio de quebra de sigilo ao aceitar abrir suas contas e cobrar o mesmo de Lula. Para o debate, Flávio deverá adotar um tom mais sério, sem a marca debochada de Pablo Marçal, transmitir confiabilidade, evitar falta de convicção nas ideias defendidas pelo mercado e buscar o apoio da terceira via, que pesquisas internas apontam estar se voltando para o adversário. Leia a coluna completa no Correio da Manhã.

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