Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilos, mas impõe 34 condições que dificultam a abertura dos dados

Crédito: Divulgação/Band
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Em coluna no Correio da Manhã, Tales Faria analisa como Flávio Bolsonaro (PL) aceitou o desafio de Lula (PT) para abrir sigilos bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos, mas condicionou a entrega a um documento de 34 itens. Veja os detalhes da resposta e o que ela exige do presidente.

Em coluna publicada no Correio da Manhã em 22 de outubro de 2026, o jornalista Tales Faria relata que Flávio Bolsonaro (PL), desafiado por Lula (PT) a abrirem ambos seus sigilos bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos, respondeu com um documento que, segundo o colunista, ensina como aceitar um desafio e inviabilizá-lo. A coluna já havia antecipado, no dia 20, que o candidato estudava aceitar a proposta “com restrições”, aproveitando a execução considerada muito complexa da quebra de sigilo. No documento, Flávio afirma que entregará seus dados depois que Lula atender às condições impostas e declara que “não tem absolutamente nada a esconder”.

Um dos pontos centrais é a Alcazar Holdings. Lula cobrou o rompimento do sigilo da empresa, uma offshore pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, com filial no Brasil. Documentos e e-mails obtidos pela Polícia Federal apontam que o candidato teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta da empresa no Santander, o que levantou suspeitas sobre possível sociedade oculta em negócios do setor de apostas. Na resposta, Flávio afirma que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar e, por isso, não dispõe de seus dados bancários e fiscais, ou seja, nada teria a entregar sobre ela.

A contrapartida exigida está em um documento de 34 itens. Flávio pede termos individuais de autorização assinados pelos cinco filhos de Lula, por esposas e por representantes legais de empresas das quais são sócios, o que somaria no mínimo 21 pessoas e poderia chegar a centenas. Também cobra registros de entrada e saída de uma dezena de pessoas na residência oficial e no Planalto, entre elas Roberta Luchsinger, Daniel Vorcaro, Guido Mantega e Marco Aurélio Santana Ribeiro, além de registros de voos da FAB da primeira. Segundo Tales Faria, é praticamente impossível reunir essa documentação antes do último debate, na sexta-feira, 23, na TV Globo, ou da eleição, no domingo, 25. Leia a coluna completa no Correio da Manhã para conhecer todos os detalhes.

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