Pablo Marçal cobra vaga em debate presidencial mesmo inelegível até 2032

Mesmo inelegível até 2032, Pablo Marçal obteve liminar para concorrer à Presidência e agora pressiona a TV Bandeirantes por participação no debate de domingo. Tales Faria analisa a manobra no Correio da Manhã.

O jornalista Tales Faria, em coluna publicada no Correio da Manhã, analisa a movimentação de Pablo Marçal na campanha eleitoral de 2026. Segundo Faria, o influenciador digital, tornado inelegível até 2032 por oferecer prêmios em dinheiro e brindes durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, conseguiu no último sábado, dia 15, uma medida liminar favorável à sua candidatura à Presidência da República na Justiça Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP). Tales Faria explica que qualquer filiado partidário pode pedir o registro, mesmo sem cumprir todos os requisitos, e que a impugnação da candidatura só deve ser decidida pelo tribunal eleitoral em setembro.

Tales Faria relata que, nesta quarta-feira, 19, Marçal encaminhou à TV Bandeirantes um ofício cobrando sua participação no debate dos presidenciáveis marcado para domingo. No documento, em tom ameaçador, ele exige que sejam enviados por escrito os critérios usados para a seleção dos participantes e a comprovação de que esses critérios foram aplicados de forma uniforme a todos os candidatos registrados. Segundo o jornalista, a Lei das Eleições garante presença nos debates a candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso, deixando a critério de cada emissora a participação de legendas que não atingem esse número — caso de Marçal e também de Renan Santos, do partido Missão, que foi convidado.

Tales Faria destaca ainda o dilema das emissoras, já que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ameaçam não comparecer aos debates, o que pode esvaziar a audiência e pressionar as TVs a abrir espaço para Marçal. O jornalista aponta que a exposição midiática é vantajosa para o influenciador, que soma patrimônio declarado de R$ 149,9 milhões neste mês, ante R$ 169 milhões em 2024.

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