Ratinho Júnior desiste da presidência, PSD em crise e PT vê oportunidade; Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio

Reprodução YouTube
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A desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de concorrer à Presidência da República abriu uma crise interna no PSD e reconfigurou o cenário eleitoral de 2026. Segundo análise do jornalista Tales Faria em participação no ICL Notícias nesta terça-feira (24), a decisão foi motivada pela entrada do senador Sérgio Moro na disputa pelo governo paranaense, com apoio do PL e de Flávio Bolsonaro. Para não perder o controle político no estado considerado o principal reduto do partido, Ratinho optou por abandonar a corrida presidencial e se dedicar a lançar um candidato capaz de barrar Moro no Paraná.

Com o principal nome fora da disputa, o PSD precisa decidir até o fim do mês quem assumirá o papel de pré-candidato ao Planalto. Os nomes cotados são o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Tales Faria aponta, porém, que nenhum dos dois é isento de problemas: Caiado carrega um perfil de extrema direita que contradiz o posicionamento histórico da cúpula do partido, enquanto Leite ainda não demonstrou capacidade eleitoral expressiva. É nesse cenário de fragilidade que o PT enxerga uma oportunidade. A aproximação entre petistas e o PSD já existe em vários estados, e a crise interna do partido pode acelerar esse movimento, incluindo a possível entrada de um nome do PSD no ministério — com destaque para o senador Otto Alencar, da Bahia, como possível substituto na área de relações institucionais do Palácio do Planalto.

Outro tema de destaque na análise de Tales Faria no ICL Notícias é a renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciada na tarde de segunda-feira no Palácio Guanabara. A saída antecipada foi uma manobra para evitar a cassação do mandato, o que poderia abrir caminho para eleições diretas. Castro responde por abuso de poder político e econômico no Tribunal Superior Eleitoral, além de investigações relacionadas ao uso de recursos de um órgão estadual para beneficiar cabos eleitorais. Com o futuro político incerto e sem apoio sólido nem dentro do próprio PL, ele segue como candidato ao Senado, mas carrega o peso de um processo em andamento e de um isolamento crescente dentro do campo bolsonarista fluminense.

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