Segundo análise do jornalista Tales Faria publicada no Correio da Manhã, a diplomacia brasileira encara o atual momento do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos como uma fase de retórica mais intensa do que de medidas efetivas. A Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em 2025 e nunca aplicada até hoje, permite ao Brasil retaliar com tarifas, suspensão de acordos, benefícios tributários e concessões de propriedade intelectual, mas está sendo usada pelo governo apenas como instrumento de ameaça, sem expectativa real de acioná-la.
De acordo com o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enxerga vantagens eleitorais no embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as pesquisas já confirmariam esse efeito positivo para sua campanha à reeleição. Ainda assim, o Planalto evita o exagero e adota estratégia semelhante à de Trump: alterna entre elevar o tom e recuar, mantendo sempre espaço para negociação. Diante das acusações de uso eleitoral do episódio, articuladores do governo argumentam que os bolsonaristas já vinham explorando o tema desde o início.
O relato de Tales Faria também mostra que a equipe de campanha de Lula prepara peças publicitárias para lembrar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comemorou o primeiro tarifaço após pedidos públicos de seu clã para que os EUA aplicassem as medidas contra o Brasil. Flávio só recuou ao perceber o desgaste eleitoral gerado. Nesta quinta-feira (16), ele divulgou vídeo tentando responsabilizar Lula, mas, segundo avaliação do governo, manteve tom vitorioso que reforçou a percepção de que torcia pelas tarifas — impressão que, segundo o texto, tem aproximado empresários insatisfeitos com Lula do discurso governista. Para ler a análise completa de Tales Faria, acesse correiodamanha.com.br.




