O deputado Alencar Santana (PT-SP), presidente da Comissão Especial que analisa a proposta de extinção da escala 6×1, afirmou ao jornalista Tales Faria, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o texto submetido à votação no plenário da Câmara “muito provavelmente será aprovado”. Segundo ele, a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcada para esta segunda-feira, 25, será determinante para consolidar o acordo político em torno da proposta.
O texto que deverá ser votado prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de folga, sem diminuição de salários. Um dos pontos ainda em aberto é a regra de transição: enquanto Lula defende vigência imediata, entidades empresariais pleiteiam entre dez e quinze anos para adaptação. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), chegou a propor redução gradual de uma ou duas horas por ano. A decisão final ficará com Lula e Motta.
O cronograma prevê apresentação do texto na Comissão ainda nesta segunda, votação na quarta-feira e aprovação da PEC em dois turnos no plenário na quinta-feira, 28. O projeto segue então para o Senado, onde o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) também prometeu celeridade. Com eleições à vista, dificilmente algum parlamentar vai querer ser identificado como obstáculo à aprovação de um benefício para os trabalhadores.




