Para enfrentar bolsonaristas, PT prioriza alianças para o Senado em 2026

Desde que a deputada Gleisi Hoffman assumiu como ministra das Relações Institucionais, já começou a disputa pelo lugar que ela deixou como presidente nacional do PT.

O presidente interino,senador Humberto Costa, tem como missão não só a eleição do sucessor de Gleisi.

Ele também tem, entre suas prioridades, definir os primeiros passos do partido para as eleições de 2026. E a formação de maioria governista no Senado é considerada decisiva se Lula se reeleger. 

Procurei Humberto Costa para saber como o PT agirá nas eleições para o Senado. Ele contou que a prioridade será a formação de chapas com partidos aliados ao presidente Lula. Disse Humberto Costa:

“Vamos ter candidatos ao Senado onde o PT tenha condição de vencer. De resto, vamos lutar para fazer maioria aqui com uma bancada do presidente Lula. A ideia é compatibilizar os interesses do PT aos dos partidos aliados ao governo federal nos estados.”

Costa não fala em números. Evita fazer projeções. Mas apurei que o PT espera aumentar de nove para 11 o número de senadores da bancada.

A ideia é reeleger cinco dos seis senadores cujo mandato expira em 2026. São eles: Jaques Wagner (BA), o próprio Humberto Costa (PE), Randolfe Rodrigues (AP), Fabiano Contarato (ES) e Rogério Carvalho (SE). Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, já anunciou que não será candidato.

Nos estados, os petistas contam eleger para o Senado: a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; um nome ainda não definido em São Paulo; e, talvez, na Bahia, o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A bancada poderá ultrapassar os 11 integrantes se o líder na Câmara, José Guimarães, conseguir sair candidato pelo Ceará e se eleger, assim como, no Rio Grande do Sul, se também se eleger o ex-ministro da Comunicação Paulo Pimenta.

Mas no caso de Pimenta, José Guimarães e Rui Costa, tudo dependerá de negociações com partidos aliados, que também desejam disputar o Senado em seus estados.

O problema é que os bolsonaristas também estão jogando forte na estratégia de tentar formar maioria no Senado.

O PL do ex-presidente jair Bolsonaro está com nomes fortes no centro-sul do país e também articulando alianças no Sudeste, no Nordeste e no Norte.

A disputa não vai ser fácil. E é decisiva para o futuro presidente da República, qualquer que seja ele o eleito.

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