Lula promete vetar jabuti bolsonarista embutido na MP do Frete no Senado

Crédito: Tomaz Silva-Agência Brasil
Crédito: Tomaz Silva-Agência Brasil
Coluna de Tales Faria no Correio da Manhã revela que a Câmara aprovou a MP do Frete com um dispositivo que perdoa multas de caminhoneiros golpistas de 2022. Lula promete vetar o trecho, mas o Congresso pode derrubar o veto após as eleições.

Em coluna publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria expõe os detalhes de um jabuti incluído pela Câmara dos Deputados na Medida Provisória 1.343/2026, a chamada MP do Frete, que deve ser votada pelo Senado nesta semana. Segundo Tales Faria, o dispositivo, inserido pelo relator do projeto, o ex-caminhoneiro bolsonarista Zé Trovão, anula multas e sanções aplicadas a caminhoneiros e transportadoras que participaram de bloqueios de estradas em 2022, tanto os protestos contra a candidatura de Lula quanto os que ocorreram após sua vitória eleitoral.

De acordo com a apuração de Tales Faria, a MP do Frete foi editada pelo governo para conter os efeitos das oscilações no preço dos combustíveis provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã, alterando regras do piso mínimo do frete rodoviário e reforçando a fiscalização dos pagamentos. A coluna explica que o texto enfrentou resistência de empresas do setor produtivo na Câmara, o que atrasou sua tramitação e criou risco de a medida perder validade nesta quinta-feira, 16, pressionando os deputados a aprovarem o projeto já com o jabuti anexado.

Tales Faria destaca que o presidente Lula já avisou que vetará o trecho que perdoa os caminhoneiros, mas lembra que esse veto ainda precisará ser confirmado pelo Congresso, numa votação que deve ocorrer somente após as eleições. Segundo a análise da coluna, o resultado do pleito presidencial será decisivo para o desfecho: uma vitória de Lula fortaleceria o governo para manter o veto, enquanto uma derrota abriria caminho para a derrubada e o retorno do perdão aos caminhoneiros golpistas.

Para acompanhar todos os detalhes dessa disputa no Congresso, acesse o Correio da Manhã.

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