Em análise publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria examina como o governo Lula passou a enxergar os embates com Donald Trump não apenas como crises diplomáticas, mas como ativos eleitorais. O raciocínio do PT é direto: cada confronto com o presidente americano tem, historicamente, elevado a popularidade de Lula no Brasil — e o ciclo parece se repetir às vésperas da campanha presidencial de 2026.
O cenário descrito por Tales Faria reúne uma série de episódios que consolidaram esse enquadramento. Trump sobretaxou em até 50% as exportações brasileiras numa carta que citou Jair Bolsonaro nominalmente — e depois recuou, após encontro com Lula. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, carrega o ônus de seu irmão Eduardo ter pedido intervenção americana contra o Brasil. Mais recentemente, a expulsão dos EUA de um delegado da Polícia Federal que atuou na prisão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem provocou reação direta de Lula, que prometeu reciprocidade e afirmou não aceitar “ingerência e abuso de autoridade” americanos.
Para Tales Faria, a leitura do Palácio do Planalto é de que o enfrentamento com Trump serve ao mesmo propósito que serviu nos embates anteriores: posicionar Lula como defensor da soberania brasileira diante de pressões externas, enquanto associa a oposição bolsonarista a interesses estrangeiros. O texto completo, com todos os detalhes desta equação política, está disponível no Correio da Manhã.




