Lula usa embates com Trump como trunfo eleitoral às vésperas da campanha de 2026

Lula e Trump quando se encontraram em Kuala Lumpur | Foto: Ricardo Stuckert - agência Brasil
Lula e Trump quando se encontraram em Kuala Lumpur | Foto: Ricardo Stuckert - agência Brasil
A análise de Tales Faria no Correio da Manhã mostra como o PT avalia que o confronto com Donald Trump fortalece a candidatura de Lula à reeleição — de Flávio Bolsonaro à expulsão de um delegado federal dos EUA, o cenário internacional entra de vez na disputa eleitoral brasileira.

Em análise publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria examina como o governo Lula passou a enxergar os embates com Donald Trump não apenas como crises diplomáticas, mas como ativos eleitorais. O raciocínio do PT é direto: cada confronto com o presidente americano tem, historicamente, elevado a popularidade de Lula no Brasil — e o ciclo parece se repetir às vésperas da campanha presidencial de 2026.

O cenário descrito por Tales Faria reúne uma série de episódios que consolidaram esse enquadramento. Trump sobretaxou em até 50% as exportações brasileiras numa carta que citou Jair Bolsonaro nominalmente — e depois recuou, após encontro com Lula. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, carrega o ônus de seu irmão Eduardo ter pedido intervenção americana contra o Brasil. Mais recentemente, a expulsão dos EUA de um delegado da Polícia Federal que atuou na prisão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem provocou reação direta de Lula, que prometeu reciprocidade e afirmou não aceitar “ingerência e abuso de autoridade” americanos.

Para Tales Faria, a leitura do Palácio do Planalto é de que o enfrentamento com Trump serve ao mesmo propósito que serviu nos embates anteriores: posicionar Lula como defensor da soberania brasileira diante de pressões externas, enquanto associa a oposição bolsonarista a interesses estrangeiros. O texto completo, com todos os detalhes desta equação política, está disponível no Correio da Manhã.

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