Em coluna publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria analisa duas decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que podem revelar um novo esquema de desvio de emendas parlamentares: o direcionamento de recursos a figuras sem mandato, como o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo Tales Faria, Dino determinou a indisponibilidade de bens de Valdemar em até R$ 119,2 milhões, valor apontado pela Polícia Federal como resultado do desvio de ao menos 21 emendas parlamentares supostamente indicadas por ele, mesmo sem ocupar cargo eletivo.
De acordo com a apuração de Tales Faria, a PF também indica que Eduardo Cunha participava da definição e do remanejamento de emendas parlamentares mesmo sem mandato, usando a servidora da Câmara Mariângela Fialek, a “Tuca”, como executora do esquema. Por conta disso, Dino determinou o bloqueio de até R$ 6 milhões em bens de Cunha. O colunista lembra que Tuca já havia sido apontada como operadora das chamadas “emendas de relator”, conhecidas como orçamento secreto, e que atuou como chefe da assessoria especial de Arthur Lira quando ele presidia a Câmara.
Tales Faria também traz a reação do atual presidente da Câmara, Hugo Motta, que classificou a decisão de Dino sobre Valdemar como “indevida intervenção judicial”, alegando que a medida não identifica desvio ou aplicação irregular de verbas públicas.
Para entender todos os detalhes desse novo capítulo das investigações sobre o uso de emendas parlamentares, acesse a coluna completa de Tales Faria no Correio da Manhã.




