Lula, Motta e Alcolumbre fecham acordos: TCU para o PT, STF para Messias e fim da escala 6×1

Lula, Hugo Motta, Alcolumbre e Geraldo Alckmin na posse de José Guimarães como ministro | Foto: Agência Brasil
Lula, Hugo Motta, Alcolumbre e Geraldo Alckmin na posse de José Guimarães como ministro | Foto: Agência Brasil
A aprovação do deputado Odair Cunha para o TCU marca uma nova fase de entendimento entre Lula e os chefes do Congresso. O jornalista Tales Faria revela no Correio da Manhã os bastidores dos acordos que incluem apoios regionais, a sabatina de Jorge Messias no STF e o envio urgente do projeto de lei que acaba com a escala 6x1.

A aprovação do deputado petista Odair Cunha (MG) como ministro do Tribunal de Contas da União marca uma virada histórica para o PT: é a primeira vez que o partido conquista uma vaga no TCU pelo voto da Câmara. Em 2005 e 2006, o PT havia sido derrotado nas duas tentativas anteriores. Desta vez, conforme revela o jornalista Tales Faria no Correio da Manhã, a diferença foi o entendimento construído entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre — com o aval do centrão e uma série de acordos regionais e políticos que amarraram o resultado.

Os acertos vão além do TCU. Segundo Tales Faria, o pacote inclui o apoio de Lula à candidatura do pai de Hugo Motta ao Senado pela Paraíba, o suporte à reeleição do governador do Amapá — interesse direto de Alcolumbre — e a aprovação de Jorge Messias como ministro do STF, com a sabatina já antecipada para o dia 28. A cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto, foi o cenário onde os últimos detalhes foram costurados: Lula e Alcolumbre trocaram segredos ao pé de ouvido durante o evento, e o presidente almoçou em seguida com Hugo Motta para selar o acordo.

O item de maior impacto eleitoral do pacote é o projeto de lei com urgência constitucional para o fim da escala de trabalho 6×1, que deverá ser votado em até 90 dias. A estratégia, como aponta Tales Faria, é clara: governo e Congresso poderão disputar nas urnas a paternidade da medida. O PL tentou obstruir a votação pedindo vista ao texto, e deverá carregar nas eleições a pecha de ter tentado impedir o benefício para os trabalhadores.

A análise completa de Tales Faria está disponível no Correio da Manhã.

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