Lula acerta chapa em São Paulo com Haddad durante viagem à Ásia

Na viagem à Ásia, o presidente bateu o martelo sobre o papel de Haddad na campanha em São Paulo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na viagem à Ásia, o presidente bateu o martelo sobre o papel de Haddad na campanha em São Paulo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente define estratégia eleitoral do PT em São Paulo e articula alianças com PSB, MDB e ministros

Durante viagem oficial à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a chapa que apoiará para o governo e o Senado em São Paulo. O anúncio, porém, será feito apenas após conversas com Simone Tebet, Marina Silva e com o Partido Socialista Brasileiro, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Márcio França. A definição deve ocorrer até o início de março, prazo estratégico antes da desincompatibilização dos candidatos em abril.

Na comitiva presidencial estão Márcio França e Marina Silva, considerados peças importantes no xadrez paulista. França já manifestou desejo de disputar o governo e afirma ter condições de enfrentar Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição. Lula, no entanto, avalia também os nomes de Haddad e Simone Tebet como possíveis cabeças de chapa. Tebet negocia eventual filiação ao PSB caso transfira o domicílio eleitoral para São Paulo, já que o MDB paulista está alinhado com Tarcísio. Marina, por sua vez, é vista por aliados como opção competitiva ao Senado.

Além das articulações eleitorais, Lula afirmou estar “muito empolgado” para iniciar a campanha à reeleição e pretende fechar as chapas nos estados logo após o retorno ao Brasil. O cenário político envolve ainda votações sensíveis no Congresso, como vetos ao reajuste de servidores, pautas sobre segurança pública, além de temas como o acordo Mercosul-União Europeia e a indicação de Jorge Messias ao STF. Leia a análise completa publicada originalmente no site do Correio da Manhã, de autoria de Tales Faria, e entenda os bastidores dessa movimentação política.

Compartilhe: