Kassio e Mendonça assumem o TSE enquanto Brasil enfrenta infiltração do crime organizado no poder

Crédito: STF
Crédito: STF
O jornalista Tales Faria analisa no Correio da Manhã a posse dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça no TSE e alerta para a penetração do Banco Master — e do crime organizado — nos três poderes e na imprensa brasileira.

Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça assumem na quarta-feira, 13 de maio, a presidência e a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respectivamente. Ambos foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o que representa uma mudança significativa no perfil da corte eleitoral. A estreia da nova gestão coincide com a divulgação de nova pesquisa presidencial Genial-Quaest e com o teste das urnas eletrônicas — tema historicamente sensível para o campo bolsonarista e que esteve no centro da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. É o que analisa o jornalista Tales Faria em artigo publicado no Correio da Manhã.

O presidente Lula chega a esse momento em posição ambígua: duplamente derrotado — com a rejeição, no Senado, da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao STF, e com a derrota do veto ao projeto de nova dosimetria na Câmara —, ele se beneficiou, por outro lado, do bem-sucedido encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da operação deflagrada pelo ministro André Mendonça, que revelou um acordo para encobrir o escândalo do Banco Master como pano de fundo das derrotas legislativas. A manobra desagradou aos bolsonaristas, que apadrinharam Mendonça, e reconfigurou o tabuleiro político.

O quadro mais grave, porém, vai além das disputas institucionais. Tales Faria aponta que o Banco Master — suspeito de ligações com o crime organizado e até com o PCC — conseguiu infiltrar-se nos três poderes da República, em partidos de espectro amplo (do PL ao PT, passando por PP, União Brasil, MDB e Republicanos), em ministros do STF e também na imprensa, tanto em veículos independentes quanto em grandes grupos de mídia. O fenômeno, compara o jornalista, aproxima o Brasil do modelo colombiano de captura das instituições pelo crime organizado — o chamado “modelo Pablo Escobar”.

O texto completo está disponível no Correio da Manhã.

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