Governo Lula se divide sobre vetos a reajustes e supersalários do Congresso

Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Lula | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Lula | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Projetos aprovados às pressas ampliam salários, criam brechas acima do teto constitucional e expõem divergências na articulação política

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vive uma divisão interna sobre a possibilidade de vetar projetos aprovados pelo Congresso que reajustam salários de servidores da Câmara e do Senado e criam mecanismos para pagamentos acima do teto constitucional. A informação foi publicada originalmente pelo Correio da Manhã, em reportagem de Tales Faria, e revela aconselhamentos opostos feitos ao presidente por seus principais articuladores políticos no Legislativo.

De um lado, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defende o veto aos dispositivos que autorizam os chamados “extra-tetos”. Do outro, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), sustenta que o tema deve ser resolvido exclusivamente pelo Parlamento, sem interferência do Executivo. A divergência ocorre após a aprovação acelerada de projetos que concedem reajustes acima da inflação, gratificações que podem dobrar o salário-base e regras generosas de folgas indenizáveis aos servidores.

A situação se torna ainda mais delicada porque os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, participaram diretamente das articulações que levaram à aprovação dos textos. Um eventual veto presidencial pode gerar atrito com as cúpulas do Legislativo e aprofundar tensões políticas. Os bastidores e os detalhes dessa disputa estão na íntegra na reportagem original do Correio da Manhã — vale o clique para entender como o impasse pode impactar a relação entre os Poderes.

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