O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, não compareceu à sessão desta terça-feira, 5, da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, para a qual havia sido convidado, alegando estar doente. Em seu lugar, enviou à comissão o “Termo de Compromisso” assinado pelo ex-presidente do BC Roberto Campos Neto em 2 de junho de 2025, documento pelo qual Campos Neto pagou R$ 300 mil ao Banco Central e teve encerrado o processo administrativo sancionador que o investigava por suposta participação em irregularidades cambiais durante sua atuação como diretor do Banco Santander. O caso envolve operações que somam US$ 338 milhões.
Conforme apurou o jornalista Tales Faria, em coluna publicada no Correio da Manhã, o processo apontava supostas irregularidades na qualificação de 51 pessoas jurídicas que contrataram US$ 255 milhões em câmbio junto ao Santander, além de um conjunto adicional de operações, no valor de US$ 83 milhões, cuja legalidade o banco teria deixado de verificar. O próprio Banco Central ressalva, no Termo, que o acordo “não importa confissão quanto à matéria de fato, nem reconhecimento da ilicitude da conduta”, declarando extinta a punibilidade e determinando o arquivamento do processo em relação a Campos Neto.
A demora de mais de cinco meses para o envio do documento irritou senadores em um momento já marcado por tensão entre o Legislativo e o governo federal, agravada após a derrubada da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Segundo Tales Faria, o Palácio do Planalto avalia que a presença de Galípolo na CAE, neste momento, serviria apenas para expor um integrante do governo a um noticiário negativo, avaliação que o próprio presidente do Banco Central compartilha.
O texto completo está disponível no Correio da Manhã.




