Derrota de Messias no Senado: Alcolumbre já tem plano para as próximas vagas no STF

Alcolumbre avisou antes da Mesa do Senado: "Vai perder" | Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Alcolumbre avisou antes da Mesa do Senado: "Vai perder" | Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
O jornalista Tales Faria revela no Correio da Manhã que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articulou a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF com um objetivo claro: forçar todos os governos a negociar com o Senado as próximas indicações para a Corte. Pacheco surge como nome para a próxima vaga.

O jornalista Tales Faria revelou no Correio da Manhã os bastidores da derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Segundo a apuração, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, convenceu senadores a votar contra Messias com um argumento estratégico: a partir de agora, todos os governos terão que negociar com o Senado as indicações para o STF. A margem apertada na CCJ — 16 a 11, a menor da história — e o placar no plenário, 42 votos contra e apenas 34 a favor, evidenciaram, na avaliação dos líderes governistas, que houve traições na base do Palácio do Planalto, com Alcolumbre apontado como o principal articulador da derrota.

De acordo com Tales Faria, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, chegou a questionar Alcolumbre sobre seu plano B antes de definir seu voto. Sem obter resposta satisfatória, Braga concluiu que não havia motivo para votar contra a indicação do presidente Lula. O presidente do Senado, no entanto, já tinha um nome preparado para selar sua estratégia: o próprio Rodrigo Pacheco, senador pelo PSB de Minas Gerais, que havia sido preterido por Lula para viabilizar sua candidatura ao governo mineiro — e que, segundo a apuração, sempre desejou uma vaga no Supremo.

Tales Faria aponta que o principal obstáculo agora será convencer Lula a aceitar a derrota. No Palácio do Planalto, a avaliação antes da votação era de que, em caso de revés, o presidente jogaria pesado contra Alcolumbre, inclusive retirando apoio ao candidato do senador ao governo do Amapá. Pacheco, por sua vez, enfrenta dificuldades: está filiado ao PSB de Alckmin, marcou apenas 8% nas pesquisas para governador de Minas e teria que deixar o partido para forçar uma indicação ao STF — movimento que, segundo a análise do jornalista, não ficaria bem para sua imagem.

Confira o texto completo no Correio da Manhã

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