O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu uma derrota expressiva no julgamento sobre a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O placar de 8 a 2 contra sua decisão de conceder medida liminar para estender os trabalhos da comissão reflete, segundo análise publicada pelo Correio da Manhã, uma repreensão pública dos seus pares sobre sua atuação como relator. Mendonça recebeu apenas o voto favorável do ministro Luiz Fux, enquanto todos os demais magistrados votaram contra a prorrogação.
Os ministros esperavam de Mendonça uma relatoria que evitasse qualquer suspeita de envolvimento político ou parcialidade da Justiça no caso que investiga o escândalo do Banco Master. Conforme relatado, o desempenho do ministro não agradou aos colegas da Corte, que buscavam uma postura de autocontenção e responsabilidade para melhorar a imagem desgastada do STF em um momento de polarização política no país. A decisão revelou também que não existe uma aliança consolidada entre bolsonaristas e lavajatistas no tribunal, já que ministros como Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não aderiram à posição de Mendonça.
Com o resultado do julgamento, a CPMI do INSS enfrenta dificuldades para aprovar um relatório final. O comando da comissão, dominado pela oposição e que se sentia empoderado, saiu visivelmente abatido da sessão. O presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), abandonou imediatamente o tom de enfrentamento e passou a falar em negociação para um relatório de consenso, indicando que, sem a prorrogação, o mais provável é que a comissão não consiga aprovar suas conclusões.




