O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que “não tinha como impedir” a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPMI do INSS. Segundo ele, a decisão foi tomada com base em parecer da consultoria jurídica, que considerou como quórum válido os parlamentares aptos a votar, ainda que não estivessem presentes. O episódio gerou tensão entre governistas, que esperavam uma condução diferente do presidente da comissão, senador Carlos Viana.
Nos bastidores, aliados do governo chegaram a desconfiar de um possível rompimento de Alcolumbre com o Palácio do Planalto, mas o líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou aceitar os argumentos apresentados. Diante da derrota na votação, governistas prometem mudar de estratégia e tentar incluir na CPMI o caso das viagens do deputado Nikolas Ferreira durante a campanha presidencial de 2022.
O impasse envolve ainda a convocação de Lulinha por viagem a Portugal custeada pelo lobista conhecido como “Careca do INSS”, enquanto a oposição promete resistir à inclusão do caso de Nikolas na comissão. A disputa política promete esquentar os trabalhos da CPMI. Para entender todos os detalhes e os bastidores dessa movimentação no Congresso, leia a íntegra da análise publicada originalmente no site Correio da Manhã.




