Brasil busca novos parceiros comerciais após tarifaço de Trump, e China reforça apoio ao país

Crédito: Ricardo Stuckert
Crédito: Ricardo Stuckert
Lula anuncia estratégia de diversificação comercial após novas tarifas dos EUA e planeja encontro com Trump no G7. Análise de Tales Faria no Correio da Manhã.

Em análise publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria detalha a resposta do governo Lula ao novo tarifaço norte-americano: diversificar parcerias comerciais e usar a tensão entre Washington e Pequim como alavanca nas negociações com os EUA. Na abertura da reunião ministerial desta quarta-feira, 3 de junho, Lula foi direto: “Não vamos ficar chorando. Vamos procurar outros parceiros. O Brasil é dono do seu nariz.”

Conforme aponta Tales Faria, o presidente já havia determinado que os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, aprofundassem os laços com a China. No dia anterior à reunião, o Conselho de Estado chinês divulgou nota de apoio à “soberania, independência e autonomia” brasileiras. Em Pequim, o chanceler Wang Yi sinalizou avanços não apenas comerciais, mas também em áreas como tecnologia, educação e cultura.

Tales Faria também destaca que o Brasil pretende usar suas reservas de minerais críticos e terras raras — as maiores do mundo depois da China — como carta na mesa. No setor de carnes, a escassez nos EUA e o recente reconhecimento chinês de que o Brasil está livre de febre suína reforçam o poder de barganha brasileiro. Para tratar do tema diretamente com Trump, Lula confirmou presença no G7, entre os dias 15 e 17 de junho.

O texto completo está no Correio da Manhã.

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