Ações na Justiça Eleitoral ameaçam cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suspeita de caixa dois no filme “Dark Horse”

Crédito: Divulgação
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O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia protocolou no TSE e na Procuradoria Geral Eleitoral procedimentos preparatórios que apontam abuso de poder econômico e doação de fonte vedada na negociação de R$ 134 milhões para o filme sobre Jair Bolsonaro. O jornalista Tales Faria revela os detalhes no Correio da Manhã.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL à presidência da República, enfrenta ações que podem resultar na cassação de sua chapa pela Justiça Eleitoral. Conforme apurou o jornalista Tales Faria, publicado no Correio da Manhã, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na Procuradoria Geral Eleitoral “procedimentos preparatórios” de Investigação Judicial Eleitoral contra o senador. Os ilícitos elencados incluem abuso de poder econômico, abuso de poder político, uso indevido dos meios de comunicação e arrecadação ilícita de recursos de campanha — infrações que, em outros casos, já resultaram em perda de mandato.

O centro das ações é o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse” — longa previsto para estrear em 11 de setembro de 2026, em pleno período eleitoral. O requerimento caracteriza a produção como propaganda eleitoral explícita em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e aponta a inviabilidade econômica do projeto como indício central de ilicitude: para cobrir custos e garantir o lucro prometido aos investidores, o filme precisaria alcançar uma bilheteria de até R$ 804 milhões — valor muito acima do recorde histórico do cinema brasileiro, de R$ 181 milhões.

A suspeita levantada por Chinaglia vai além da propaganda eleitoral disfarçada. O deputado aponta que a produtora GoUp Entertainment tem a mesma sócia-administradora de ONGs que receberam mais de R$ 111 milhões da Prefeitura de São Paulo e de emendas parlamentares — verbas já investigadas por suspeita de notas frias. Para Tales Faria, a engenharia financeira por trás do projeto expõe um possível esquema de triangulação de recursos públicos com finalidade eleitoral, cujas consequências jurídicas podem se estender até a chapa presidencial do PL.

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