A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou as esperanças de Jair Bolsonaro (PL) de receber indulto caso o filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vencesse a corrida presidencial, informa a coluna de Tales Faria, publicada originalmente no Correio da Manhã. Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de estado, o ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar humanitário, com tornozeleira eletrônica, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido ao histórico de broncopneumonia e comorbidades. A coluna ressalta que a derrota de Flávio não significa que os bolsonaristas desistirão de tentar libertar o ex-presidente.
De acordo com o Correio da Manhã, líderes do centrão ouvidos pela coluna avaliam que, sem a vitória de Flávio, o PL não terá poder para forçar a aprovação de algum tipo de anistia. Quando o senador liderava as pesquisas, parlamentares chegaram a acreditar que seria possível aprovar um texto de anistia no Senado e enviá-lo à Câmara. O projeto original, de novembro de 2022, de autoria do deputado Major Vitor Hugo, beneficiaria caminhoneiros que ocuparam rodovias e recebeu outros sete textos anexados, ampliando o benefício a envolvidos em tentativas de golpe, especialmente os do 8 de janeiro de 2023. Ele foi alterado e aprovado na Câmara, em acordo amplo, como “Projeto de nova dosimetria das penas”, que não concede anistia, mas reduz as punições. Segundo o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se aprovado no Senado, Bolsonaro passaria a cumprir apenas 2 anos e quatro meses.
A coluna registra que o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), e o líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), não acreditam que o tema da anistia seja retomado, já que a redução de penas foi aprovada pelos deputados. Outros integrantes do centrão, especialmente no Senado, e presidentes de partidos pediram reserva e questionam se vale a pena recolocar o ex-presidente no jogo político, quando há outros nomes na fila, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Raquel Lyra (PSD) e Helder Barbalho (MDB). Para conhecer os argumentos dos bastidores e o cenário que se desenha para a direita e o centro, leia a coluna completa de Tales Faria no Correio da Manhã.




