O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que ainda não está definida a pauta da próxima sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada inicialmente para a quarta-feira, 23. A incerteza surge depois do que Faria descreve como “show de horrores” na sessão desta terça-feira, 15, interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes. Segundo o colunista, se antes eram os aliados de Moraes que temiam a pauta, agora é o grupo de André Mendonça que teme a reunião seguinte, que deve tratar da petição 16.704, sobre a conduta de Mendonça na relatoria dos casos envolvendo o Banco Master e o INSS.
De acordo com a coluna, o presidente do STF, Edson Fachin, havia definido que a sessão de terça-feira trataria exclusivamente da petição 16.662, referente às mensagens vazadas e ao suposto envolvimento de Moraes com Daniel Vorcaro, além da validade de um relatório da Polícia Federal — apesar da pressão de aliados de Moraes para incluir também a discussão sobre Mendonça. Faria relata que a sessão terminou em bate-boca, com trocas de xingamentos que levaram a ministra Cármen Lúcia a pedir desculpas públicas pelo comportamento dos colegas, e foi encerrada sem votação final após o pedido de vista de Dino, que terá até três meses para concluir sua análise. Fachin, segundo o colunista, saiu desgastado da sessão e agora precisa decidir como conduzir os próximos passos.
O colunista destaca ainda revelações constrangedoras que devem voltar à tona, como a citação do nome de Nunes Marques — que se declarou impedido de participar da sessão anterior — e de seu filho, Kevin Marques, em diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro, incluindo menção a um valor de R$ 500 mil por mês. Gilmar Mendes também mencionou que o nome de Luiz Fux aparece nas mensagens, gerando discussão entre os ministros. Para Tales Faria, se a sessão passada foi ruim para os aliados de Moraes, a próxima pode ser pior para o grupo de Mendonça, com Fachin e Cármen Lúcia novamente pressionados entre os dois lados. Leia mais no Correio da Manhã.




