O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, foi beneficiado nesta terça-feira, 1º, pelo vazamento de uma investigação da Polícia Federal sobre um segundo contrato em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria oferecido cotas de um jatinho e de um helicóptero como pagamento ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em nota, o escritório afirmou ter assinado apenas o primeiro contrato, avaliado em cerca de R$ 130 milhões, e que a nova proposta de Vorcaro não chegou a ser aceita antes da liquidação do banco.
O episódio dominou os bastidores do Congresso ao longo do dia. Ainda na terça-feira, advogados de Flávio Bolsonaro protocolaram no STF, junto ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido para que Alexandre de Moraes seja declarado suspeito na ação relacionada a Vorcaro e ao Banco Master. O chamado caso Dark Horse, que apura o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro e repasses de Vorcaro, é conduzido pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, este último também responsável por apurar repasses públicos ao filme e a ONGs associadas. O movimento da defesa de Flávio Bolsonaro antecipou-se a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para que Dino investigue a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, sob a suspeita de que recursos de Vorcaro tenham financiado a campanha por anistia a Jair Bolsonaro — relação negada pela defesa de Flávio.
A coluna destaca a coincidência entre os valores envolvidos: o contrato do escritório de Viviane de Moraes girava em torno de R$ 130 milhões, enquanto a contribuição ao filme Dark Horse cobrada por Flávio Bolsonaro a Vorcaro teria sido de R$ 134 milhões. Tales Faria observa que o ex-banqueiro distribuiu benesses a políticos de diferentes partidos e também a órgãos do Poder Executivo, ampliando o alcance do imbróglio que hoje envolve simultaneamente o Judiciário e o campo político. Leia mais no Correio da Manhã.




