O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que um pedido explícito do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, levou o ministro Bruno Dantas a antecipar sua renúncia à Corte para a segunda-feira, 31, dois dias antes do planejado. A antecipação foi apontada como necessária para que o Senado consiga aprovar até quarta-feira, 2, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para a vaga. Por trás da articulação está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que trabalha para que Pacheco seja o único nome apresentado pelos senadores, com apoio do presidente Lula, da base governista, do centrão e de parte da oposição.
O TCU é formado por nove ministros, três indicados pela Presidência da República e seis pelo Congresso, alternando-se entre Câmara e Senado — a vaga de Dantas cabe aos senadores. Aprovado em plenário por maioria absoluta (41 votos), o nome de Pacheco seguirá para nova votação na Câmara, conforme acordo fechado em 14 de agosto no Palácio da Alvorada entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Alcolumbre defende que a indicação sequer passe por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), indo direto ao plenário sob regime de urgência — movimento que, segundo a coluna, tem precedentes para indicações de cota do Congresso.
A coluna ainda recupera o histórico da indicação: Pacheco foi o motivo de um rompimento entre Lula e Alcolumbre que durou de abril a agosto, quando o presidente do Senado pretendia levá-lo ao STF enquanto Lula o queria como candidato ao governo de Minas Gerais. Com a recusa de Pacheco e a derrota do nome de Jorge Messias no Senado, a reconciliação entre Lula e Alcolumbre só ocorreu após um almoço mediado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin — reaproximação que desagradou a oposição, hoje alvo de articulação de Alcolumbre para garantir votos a Pacheco. Leia mais no Correio da Manhã.




