Dino investiga se Hugo Motta autorizou Cunha e Valdemar a redistribuir emendas

Crédito: Marina Ramos - Câmara dos Deputados
Crédito: Marina Ramos - Câmara dos Deputados
Ministro do STF suspeita que a presidência da Câmara deu aval para Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha redirecionarem emendas parlamentares sem transparência. Tales Faria detalha o caso no Correio da Manhã.

Em coluna publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria revela que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que presidentes dos 21 partidos com representação no Congresso prestem esclarecimentos sobre a distribuição de emendas parlamentares aos municípios. A decisão foi motivada pela entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que admitiu interferir na destinação de emendas, prática que Dino classificou como “uma novidade relevante” e sem registro anterior nos autos do processo sobre desvio de verbas públicas.

De acordo com a análise de Tales Faria, o ministro suspeita que não-parlamentares, como Valdemar Costa Neto e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, tenham recebido autorização para redistribuir livremente emendas de parlamentares. A suspeita se baseia em relatório da Polícia Federal que embasou o bloqueio de R$ 6,1 milhões das contas de Cunha, apontando que a servidora Mariângela Fialek, a “Tuca”, contaria com “pleno aval” da presidência da Câmara para promover os desvios. O colunista destaca que o atual presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu publicamente o direito dos parlamentares de redirecionar emendas, afirmando confiança no trabalho de seus servidores.

Para acompanhar todos os detalhes dessa investigação e seus desdobramentos sobre o chamado orçamento secreto, acesse a coluna completa de Tales Faria no correiodamanha.com.br.

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