O comando nacional do Partido dos Trabalhadores avalia que as eleições de 2026 terão o relacionamento mais difícil entre o PT e a Justiça Eleitoral desde a redemocratização do país. A razão está na composição do Tribunal Superior Eleitoral para o período: Kassio Nunes Marques assume a presidência e André Mendonça a vice-presidência, ambos indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro. Segundo Tales Faria, no Correio da Manhã, os petistas depositam expectativa de que Nunes Marques seja menos rigoroso com o partido do que Mendonça, que já é alvo de reclamações internas.
Entre as decisões citadas pelo PT como motivo de desconforto estão a determinação de Mendonça para retirar das redes publicações que associavam Flávio Bolsonaro ao crime organizado e posts que ligavam o senador à chamada escala 7×0 — referência ao projeto apresentado pelo coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho, que propõe flexibilizar a jornada de trabalho por negociação direta entre patrões e empregados. Os petistas também apontam que Mendonça, como relator do inquérito sobre o Banco Master, não teria agido em relação ao episódio em que Flávio Bolsonaro foi flagrado cobrando R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o pai.
A reclamação do PT inclui ainda uma comparação com a conduta do ministro em outro caso: a determinação de buscas e apreensões imediatas contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, por pedido a ex-sócio de Vorcaro para a compra de um imóvel destinado à filha. Diante desse cenário, a orientação interna do partido é mobilizar ao máximo seus advogados e buscar aproximação com Nunes Marques, que deve presidir o TSE até maio de 2028 e, a partir de 2029, assumir a presidência do STF.
Os detalhes completos da reportagem estão disponíveis no Correio da Manhã.




