Pacheco desiste de MG e Lula evita reunião; Alcolumbre pode estar por trás do racha

Crédito: Geraldo Magela-Agência Senado
Crédito: Geraldo Magela-Agência Senado
Rodrigo Pacheco anunciou que não será candidato ao governo de Minas Gerais e recusou cargos no TCU e no STF. Lula evitou o encontro formal e a tensão com Alcolumbre segue no centro da crise política.

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) passou a semana aguardando um chamado formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comunicar pessoalmente sua recusa ao convite de disputar o governo de Minas Gerais com apoio do Palácio do Planalto. O encontro não aconteceu. Segundo análise de Tales Faria publicada no Correio da Manhã, Lula optou por não realizar a reunião por avaliar que ela apenas lhe traria mais desgaste político — e que a desistência de Pacheco poderia integrar uma nova articulação orquestrada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seu maior aliado no Congresso.

A tensão entre Lula e Alcolumbre acumula episódios. O presidente do Senado defendeu Pacheco para uma vaga no STF, mas Lula preferiu Flávio Dino. Repetiu o movimento ao indicar o advogado-geral da União Jorge Messias para o tribunal, preterindo novamente o aliado de Alcolumbre. Em resposta, Alcolumbre articulou a derrubada da nomeação de Messias no plenário do Senado — o que aprofundou o racha entre os dois. No último evento em que estiveram juntos, os dois praticamente não trocaram olhares, conforme relata Tales Faria.

Diante do impasse, Pacheco desistiu de esperar e anunciou nesta sexta-feira que não será candidato ao governo mineiro, nem pretende ocupar vagas no TCU ou no STF. “Não tenho apego ao poder e não preciso da política para sobreviver”, declarou. Para Lula, a perda do aliado em Minas Gerais representa um problema eleitoral concreto: nenhum presidente da República foi eleito sem vencer no estado, considerado o mais decisivo do país nas disputas pelo Planalto. O adversário Flávio Bolsonaro, por sua vez, também ainda não consolidou um palanque mineiro para 2026.

Leia mais no Correio da Manhã.

Compartilhe: