Lula observa Alcolumbre: votação da PEC 6×1 no Senado vai expor posição do presidente da Casa

Crédito: Lula Marques - Agência Brasil
Crédito: Lula Marques - Agência Brasil
Aprovada na Câmara, a PEC que derruba a escala 6x1 chega ao Senado em meio a tensão entre Lula e Davi Alcolumbre. O ritmo da votação vai revelar de que lado o presidente do Senado está.

Aprovada na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que extingue a escala semanal de seis dias de trabalho por um de folga chega ao Senado em um momento politicamente delicado. Segundo análise do jornalista Tales Faria, publicada no Correio da Manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a tramitação da matéria no Senado vai obrigar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a finalmente expor sua posição real diante do governo e da opinião pública.

Até agora, Alcolumbre tem transitado entre sinais contraditórios: ora acena com disposição para não barrar a aprovação da PEC, ora se reúne com empresários e opositores sob o argumento de que o tema precisa de uma discussão “mais aprofundada” — expressão que, na prática, significa empurrar a votação para depois das eleições de outubro. A estratégia do adiamento interessa aos setores contrários à medida, pois, passado o momento eleitoral, a pressão popular perderia força e parlamentares conservadores ganhariam mais margem para votar contra a proposta. Na Comissão Especial da Câmara, o medo das urnas levou todos os partidos a encaminhar oficialmente pelo voto favorável — mas a placar final de 34 a 4 não apagou as manobras de PL e Novo para atrasar ao máximo a tramitação.

O ritmo que Alcolumbre imprimir ao projeto no Senado será, portanto, a prova real de suas intenções. No Palácio do Planalto, há divisão sobre como tratar o senador neste momento: uma ala defende que Lula deveria estender a mão a Alcolumbre para desanuviar o clima — estremecido desde a derrubada da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF —, enquanto outra corrente avalia que qualquer reaproximação seria ingenuidade, dado o histórico do centrão de esticar a corda para arrancar concessões.

A reportagem completa, com todas as nuances da disputa, está disponível no Correio da Manhã.

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