O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer definir nesta semana duas questões decisivas para seu projeto político: a posição do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em relação à disputa pelo governo de Minas Gerais e a natureza de sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). É o que analisa o jornalista Tales Faria em coluna publicada nesta segunda-feira, 25, no Correio da Manhã. Do primeiro ponto depende a montagem do palanque mineiro para a reeleição de Lula. Do segundo dependem o envio da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a estratégia do Palácio do Planalto em relação ao Senado até o fim do ano.
Os dois casos estão diretamente conectados. Alcolumbre e Pacheco constroem há anos uma aliança que os tornou os parlamentares mais influentes do país. Alcolumbre elegeu Pacheco para presidir o Senado, e Pacheco retribuiu articulando seu retorno ao cargo em 2025. Juntos, controlam emendas parlamentares e exercem poder superior ao dos presidentes da Câmara dentro de suas respectivas casas. A força dessa aliança ficou evidente quando Alcolumbre liderou a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF — e agora ameaça também dificultar a candidatura de Pacheco ao governo mineiro, ao lançá-lo como candidato ao Tribunal de Contas da União.
Lula estuda se reunir com Pacheco para avaliar o terreno e, dependendo dos sinais recebidos, cogita um encontro com o próprio Alcolumbre. O objetivo é resolver os dois impasses com um único movimento. Mas o presidente tem consciência dos riscos: caso as interlocuções não avancem, terá que decidir se repete a indicação de Messias e aguarda o resultado das eleições de outubro para, então, partir para uma posição de confronto aberto com o presidente do Senado.
A análise completa está na coluna de Tales Faria no Correio da Manhã.




