Polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro não deve ser suficiente para definir eleição no 1º turno, aponta análise

Lula e Flávio Bolsonaro | Foto: Montagem sobre fotos da Agência Brasil
Lula e Flávio Bolsonaro | Foto: Montagem sobre fotos da Agência Brasil
O jornalista Tales Faria analisa, em sua coluna no Correio da Manhã, os dados da pesquisa Genial/Quaest realizada em dez estados brasileiros e ouve o cientista político Felipe Nunes, sócio fundador do instituto, sobre as reais chances de a eleição presidencial de 2026 ser definida já no primeiro turno. A conclusão é que, apesar da polarização estável entre Lula e Flávio Bolsonaro, a presença de outros candidatos competitivos reduz significativamente essa possibilidade. Leia a análise completa no talesfaria.com.br.

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 21 e 28 de abril em dez estados brasileiros, revelou estabilidade na polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. Conforme apurado pelo jornalista Tales Faria em sua coluna no Correio da Manhã, os resultados estaduais apresentados no levantamento são semelhantes ao quadro do segundo turno de 2022 na maioria dos estados analisados, com variações que vão de um a três pontos percentuais na maior parte dos casos — exceções sendo Pernambuco, com quatro pontos favoráveis a Lula, e o Rio Grande do Sul, com nove pontos a favor de Flávio Bolsonaro.

Diante desse cenário, cabos eleitorais e alguns analistas políticos passaram a especular que a polarização cristalizada poderia levar o eleitorado a se concentrar nos dois primeiros colocados na véspera do pleito, abrindo caminho para uma definição já no primeiro turno. Para avaliar essa hipótese, Tales Faria consultou o cientista político Felipe Nunes, sócio fundador do próprio instituto Quaest. A resposta foi direta: no quadro atual, “são pequenas as chances” de a eleição presidencial brasileira terminar no primeiro turno.

Felipe Nunes aponta dois fatores centrais para essa avaliação. Primeiro, historicamente apenas Fernando Henrique Cardoso venceu uma eleição presidencial no Brasil em primeiro turno. Segundo, nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos, do partido Missão, seguem em campo e com espaço para crescer, diluindo votos suficientes para impedir que qualquer um dos líderes ultrapasse os 50% dos votos válidos. Para o analista, uma mudança desse cenário exigiria uma deserção expressiva de eleitores de um dos polos em direção a outros candidatos — movimento que, até agora, não encontra respaldo nos dados das pesquisas.

Confira a análise completa no Correio da Manhã

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