Pesquisas alarmam o PT: Flávio Bolsonaro à frente de Lula e crise na comunicação do governo

Reprodução YouTube
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O Datafolha apontou pela primeira vez Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no segundo turno, e parlamentares do PT cobram uma virada na comunicação do governo. O jornalista Tales Faria analisou o quadro no ICL Notícias e explica por que, na avaliação dos petistas, chegou a hora de brigar.

O Datafolha trouxe um dado inédito e incômodo para o campo governista: pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Lula no segundo turno, ainda que tecnicamente empatado dentro da margem de erro. Parlamentares de peso do PT reagiram com irritação e voltaram suas críticas para a equipe de comunicação do governo, que, na avaliação deles, não está conseguindo fazer chegar ao público os resultados de mais de três anos de gestão. O jornalista Tales Faria analisou o cenário no ICL Notícias e aponta que, no centro do problema, está a figura do marqueteiro Sidônio Palmeira — acumulando a chefia da comunicação do governo e o comando da campanha eleitoral ao mesmo tempo, sem que nenhuma das duas frentes tenha um comando claro.

Segundo Tales Faria, a situação tem paralelo histórico. Em 2005, durante o escândalo do mensalão, o PT trocou toda a equipe de comunicação, colocou Franklin Martins à frente e partiu para o enfrentamento direto com a mídia — e ganhou. Agora, os petistas cobram a mesma postura: uma resposta agressiva ao avanço do bolsonarismo, inclusive diante de episódios como o vídeo de Flávio Bolsonaro que usou imagens do governo anterior como se fossem do atual — e que, na avaliação do jornalista, recebeu uma resposta fraca do Palácio do Planalto.

Tales Faria também comentou duas baixas recentes no governo com potencial de desgaste eleitoral: a demissão do secretário nacional de inspeção do trabalho, exonerado quatro dias após a montadora chinesa BYD ser incluída na lista suja do trabalho escravo, e a saída do presidente do INSS, Gilberto Waller, após lentidão na redução da fila de requerimentos de aposentadoria. Para o jornalista, o caso da BYD foi uma “tremenda derrapada” — punir um servidor por cumprir sua função é exatamente o tipo de erro que corrói a imagem do governo em ano eleitoral.

A análise completa de Tales Faria está disponível no ICL Notícias.

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