O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem dito a interlocutores que os votos do empresariado que gravitavam em torno do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), vão migrar para ele — e não para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A avaliação, revelada pelo jornalista Tales Faria no Vero Notícias, parte da aposta de que a chamada “Faria Lima”, elite empresarial paulista com influência nacional, tende a rejeitar um nome do clã Bolsonaro e buscar uma alternativa no campo conservador. Caiado também comemorou o resultado do último Datafolha, que apontou empate, dentro da margem de erro, num eventual segundo turno contra o presidente Lula: 46% a 42%.
O cenário ganhou novos contornos com a publicação de editoriais críticos a Flávio Bolsonaro nos dois principais jornais da elite paulistana. O Estadão, em texto intitulado “Os esqueletos”, elencou passivos políticos e judiciais do senador, incluindo as investigações sobre o esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro — um suposto desvio de salários de assessores que teria movimentado cerca de R$ 6 milhões e teve como figura central o ex-assessor Fabrício Queiroz. A Folha de S.Paulo, por sua vez, criticou a participação de Flávio na CPAC, nos Estados Unidos, e cobrou explicações sobre declarações que, segundo o jornal, abrem espaço para questionamentos sobre respeito às instituições.
Para Caiado, esses movimentos confirmam que a resistência da elite paulistana à candidatura Bolsonaro abre espaço para seu crescimento nas pesquisas — sobretudo após a saída de Ratinho Junior da corrida presidencial e o afastamento do presidente do PSD, Gilberto Kassab, do governador de São Paulo, Tarcísio Vieira (Republicanos). Com Zema também empatado em 42% no Datafolha, Caiado acredita que o apoio da Faria Lima será o fator de diferenciação.
A análise completa está no Vero Notícias, com a assinatura de Tales Faria.




