Hugo Motta paga dívida ao PT e Flávio Bolsonaro articula oposição em eleição para o TCU

Hugo Motta e Flávio Bolsonaro | Foto: Agência Brasil e Agência Senado
Hugo Motta e Flávio Bolsonaro | Foto: Agência Brasil e Agência Senado
O presidente da Câmara, Hugo Motta, mobilizou sua influência para garantir a vitória do candidato petista Odair Cunha na eleição interna para representante da Casa no TCU. Nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro tentou unificar a oposição negociando desistências com o União Brasil. O jornalista Tales Faria revelou os detalhes da operação no Correio da Manhã.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), usou sua posição para honrar um compromisso político firmado com o PT ainda durante sua eleição para o comando da Casa, em fevereiro do ano passado. Conforme revelou o jornalista Tales Faria no Correio da Manhã, Motta trabalhou nos bastidores para garantir a vitória do ex-líder petista Odair Cunha (MG) na eleição interna para representante da Câmara no Tribunal de Contas da União (TCU). A estratégia escolhida foi multiplicar o número de candidatos para evitar uma polarização que pudesse favorecer a oposição — já que, com muitos nomes disputando em turno único, o candidato com apoio institucional do presidente da Casa e do governo levaria vantagem.

O acordo era de conhecimento geral entre os parlamentares. Motta chegou a visitar pessoalmente alguns candidatos para garantir que permanecessem na disputa e diluíssem os votos contrários ao PT. Um dos abordados, o deputado Danilo Forte (PP-CE), recusou o combinado e declarou à coluna de Tales Faria que sua candidatura era “para valer”. Da tribuna, Gilson Daniel (Podemos-ES) também denunciou abertamente a articulação, afirmando que cada deputado havia sido orientado a votar conforme o acertado entre os líderes.

Do lado da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou reagir articulando um acordo com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, para unificar os votos em torno de um único nome — o de Elmar Nascimento ou o de Soraya Santos. Já havia conseguido a retirada da candidatura de Adriana Ventura (Novo-SP) quando o acordo se concretizou: Soraya Santos anunciou sua desistência, informando que PL e União Brasil se comprometeram a indicar uma mulher para a próxima vaga no TCU e no STJ.

A análise completa está na coluna de Tales Faria no Correio da Manhã.

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