PT aposta em Flávio Bolsonaro como adversário ideal, mas Datafolha acende alerta para Lula

Flávio Bolsonaro e Lula | Foto: Montagem sobre fotos da EBC.jpg
Flávio Bolsonaro e Lula | Foto: Montagem sobre fotos da EBC.jpg
Conselheiros de Lula insistem que Flávio Bolsonaro é o rival mais fácil de vencer em 2026, mas nova pesquisa Datafolha mostra o senador numericamente à frente do presidente no segundo turno pela primeira vez. O jornalista Tales Faria analisa a estratégia do PT e os riscos do cálculo eleitoral.

O jornalista Tales Faria revela, em análise publicada no Correio da Manhã, que conselheiros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continuam apostando em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o adversário ideal para garantir a reeleição petista em 2026 — mesmo após o senador aparecer numericamente à frente de Lula pela primeira vez numa pesquisa Datafolha. O levantamento, divulgado no dia 11, apontou 46% de preferência para Flávio contra 45% de Lula num eventual segundo turno, resultado dentro da margem de erro, mas que acendeu alertas dentro do partido.

Segundo Tales Faria, o comando da campanha petista interpreta o cenário com otimismo estratégico: para esse grupo, a consolidação de Flávio como principal nome da direita seria exatamente o resultado desejado. A avaliação é que o senador carrega um “telhado de vidro” — referência a escândalos passados como as acusações de rachadinhas, vendas suspeitas em sua loja de chocolates, a compra de uma mansão em Brasília e supostas ligações com milicianos. Uma bateria de peças de campanha já estaria sendo preparada para desconstruir a imagem moderada que Flávio tenta projetar.

O analista aponta, no entanto, que uma parcela do PT está alarmada com o fato de qualquer adversário da direita se mostrar igualmente competitivo no segundo turno. Para Tales Faria, isso indica que a popularidade de Lula segue diretamente atrelada à avaliação negativa de seu governo — e que mudanças na comunicação, por si sós, podem não ser suficientes para reverter o quadro antes do pleito.

Leia o texto completo no Correio da Manhã

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