O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à conclusão de que o advogado-geral da União, Jorge Messias, já possui votos suficientes para ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) aprovada pelo Senado. Com base nessa avaliação, Lula decidiu encerrar a queda de braço com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e enviou formalmente a mensagem presidencial com a indicação de Messias em 1º de março — quatro meses após ter anunciado publicamente a escolha pelo advogado-geral, em novembro do ano passado. É o que revela análise publicada pelo jornalista Tales Faria no Correio da Manhã.
Segundo a reportagem, até o PL de Jair Bolsonaro, maior partido da oposição, já manifesta apoio à indicação — movimento viabilizado pela bancada evangélica, mobilizada por Michelle Bolsonaro, pela senadora Damares Alves e pelo ministro do STF André Mendonça. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou categoricamente que Messias será aprovado. O atraso recorde na marcação da sabatina já desagrada não apenas aos ministros do STF, que precisam absorver os casos da 11ª vaga ainda vazia, mas também aos próprios senadores.
O cenário político, no entanto, é mais complexo do que parece. Alcolumbre tentou emplacar o ex-senador Rodrigo Pacheco para a vaga, mas Lula reservava Pacheco para a disputa pelo governo de Minas Gerais — candidatura anunciada no mesmo dia da indicação formal de Messias. Nos bastidores, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, trabalha para acalmar o presidente da Casa, que, por sua vez, tem interesse no apoio de Lula à reeleição do governador do Amapá, Clécio Luis. A análise completa está no site do Correio da Manhã.




