Em análise publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria traça um paralelo histórico revelador sobre a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República. Tales resgata a figura de Cristiano Machado, ex-prefeito de Belo Horizonte que concorreu à presidência em 1950 pelo PSD — mesma sigla de Caiado —, e que deu nome ao fenômeno da “cristianização”: quando um candidato perde o suporte do próprio partido para uma campanha adversária com maiores chances de vitória. A história, segundo o jornalista, pode se repetir.
Na análise, Tales Faria aponta que o próprio presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, admitiu publicamente que o partido estará dividido entre Caiado, Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. O cenário é desfavorável ao governador goiano nos três estados mais populosos do país: em São Paulo, o PSD sustenta Tarcísio de Freitas e tende a apoiar Flávio Bolsonaro; no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes apoia abertamente Lula; e em Minas Gerais, o candidato pessedista declarou apoio a Romeu Zema. Fora dessas capitais, lideranças do partido no Norte, Nordeste e Centro-Oeste também estão alinhadas ao PT.
Tales Faria destaca ainda que o lançamento formal da pré-candidatura de Caiado, realizado em São Paulo, contou com poucas lideranças do PSD e foi ignorado nas redes sociais de todos os 13 pré-candidatos da sigla aos governos estaduais. Até os líderes do partido na Câmara e no Senado fazem campanha pela reeleição de Lula. Com apoio partidário restrito a Rondônia e disputado nos bastidores no Paraná, Caiado enfrenta o que o jornalista descreve como o maior risco de sua trajetória política: ser o novo Cristiano Machado.




