A desistência de Ratinho Junior de disputar a Presidência abriu, nos bastidores, uma nova frente de articulação do Partido dos Trabalhadores (PT) com o PSD. Embora oficialmente o partido sustente que nada muda na estratégia de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças petistas veem na movimentação uma chance de ampliar o diálogo com setores de centro-direita, especialmente após sinais de desgaste entre PSD e PL no Paraná.
O estopim foi interpretado como um gesto de hostilidade do PL, impulsionado por Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, ao lançar a candidatura de Sergio Moro ao governo estadual, movimento que ameaça o grupo político de Ratinho Jr. A decisão do governador de permanecer no cargo fortalece seu controle sobre a sucessão e evita um racha interno no PSD, ao mesmo tempo em que sinaliza um alinhamento contrário ao avanço do PL no estado.
Nos bastidores, o PT já se movimenta para explorar essa fissura na direita, ampliando conversas com MDB, PSDB e setores do PSD, sem comprometer a atual composição da chapa presidencial com Geraldo Alckmin. Entre as possibilidades em discussão está até a oferta de um ministério estratégico ao PSD, reforçando a articulação política no Congresso. Para entender todos os detalhes dessa movimentação e seus impactos no cenário eleitoral, leia a matéria completa no site do Correio da Manhã.




