Hugo Motta divide-se entre governo e Progressistas em pautas estratégicas na Câmara

Hugo Motta e Guilherme Derrite | Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Hugo Motta e Guilherme Derrite | Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara equilibra acordo Mercosul-UE, PL Antifacção e disputa por vaga no TCU em meio a pressões políticas

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conduz a pauta da semana como a personagem Dona Flor, de Jorge Amado, dividindo-se entre diferentes interesses políticos. De um lado, acena ao governo com a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia. De outro, prestigia o Progressistas ao reconduzir o deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP) à relatoria do Projeto de Lei Antifacção — texto que já havia sido alterado anteriormente e considerado “desfigurado” pelo Palácio do Planalto.

No Senado, sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), a proposta foi modificada e retornou à Câmara. Em paralelo, Motta entregou ao presidente nacional do Progressistas, Marcos Pereira, a relatoria do acordo entre Mercosul e União Europeia, movimento visto como gesto ao governo. Já a PEC da Segurança, relatada por Mendonça Filho (União-PE), teve votação adiada após impasse sobre pontos como mudanças no SUSP e plebiscito sobre maioridade penal.

O equilíbrio político de Hugo Motta ainda será testado nas eleições municipais, na escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e em pautas sensíveis como a derrubada da escala 6×1 e a tarifa zero no transporte público. Promessas feitas a Odair Cunha (PT-MG) disputam espaço com candidaturas apoiadas pelo centrão, como Hugo Leal (PSD-RJ), Danilo Forte (União) e até Arthur Lira (PP-AL). Quer entender como esses movimentos impactam o governo e o Congresso? Leia a análise completa publicada originalmente no site do Correio da Manhã, de autoria de Tales Faria.

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