A expectativa da imprensa em torno da reunião de líderes com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terminou frustrada. Sem espaço no calendário legislativo até o Carnaval, nem antes do recesso de meio de ano, a possível instalação da CPI do Banco Master acabou ficando em segundo plano. O tema, apesar de muito comentado, não empolgou líderes partidários nem o comando da Câmara, que evitou qualquer sinalização concreta sobre datas ou encaminhamentos.
Nos bastidores, a CPI é tratada como uma “caixa de Pandora”, expressão recorrente no Congresso para comissões que podem fugir do controle e atingir atores de vários partidos. O histórico de CPIs apelidadas de “CPI do Fim do Mundo”, como a que levou à queda de Antonio Palocci e à cassação de Demóstenes Torres, reforça o temor de que a investigação do Banco Master possa gerar efeitos imprevisíveis — desde cassações até acordos que terminem em impasse.
Embora já haja assinaturas suficientes para três pedidos de CPI — na Câmara, no Senado e uma CPMI —, o clima político segue de cautela. Assim como Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não demonstra pressa para dar andamento ao tema. Publicado originalmente no Correio da Manhã, o artigo analisa por que a CPI do Banco Master navega em águas turvas e por que o Congresso prefere deixar o assunto “para depois”. Leia a íntegra no site do Correio da Manhã.




