Centrão garante maioria para pautar anistia a golpistas e mudança no foro privilegiado

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Acordo liderado por Arthur Lira assegura força política a bolsonaristas na Câmara e no Senado

Um acordo costurado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), selou uma vitória estratégica para os bolsonaristas: líderes do centrão se comprometeram a pautar os projetos de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e a proposta de alteração no foro privilegiado. A articulação ocorreu após a ocupação das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares bolsonaristas, gerando um impasse com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que acusou o grupo de chantagem. Lira entrou em cena, reuniu as principais lideranças e conseguiu o apoio de partidos como União Brasil, PP, Novo e, posteriormente, de outras siglas do centrão, formando uma base com mais de 357 deputados.

A negociação garantiu apenas a colocação dos projetos em pauta, sem consenso sobre os textos finais. Segundo o 2º vice-presidente da Câmara, Elmar Nascimento (União-BA), não há apoio a anistia ampla, e ele mesmo rejeita perdão a generais e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), reconheceu que ainda não há definição sobre os termos. O episódio, no entanto, evidenciou a perda de protagonismo de Hugo Motta, que foi atropelado pelo movimento bolsonarista e viu Arthur Lira reassumir o papel de articulador central. Leia a coluna completa de Tales Faria no Correio da Manhã.

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