Voto útil liga alerta nas campanhas de Zema e Caiado antes do 1º turno

Crédito: Imprensa governo de Minas Gerais
Crédito: Imprensa governo de Minas Gerais
Pesquisa Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro disparando no segundo turno, sinal de que o voto útil já ameaça esvaziar as candidaturas de Caiado, Zema e Renan Santos.

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que as campanhas presidenciais dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já demonstram sinais de alerta diante do avanço do chamado “voto útil” — estratégia pela qual o eleitor abandona seu candidato preferido para apoiar outro com mais chances de vencer o postulante que rejeita. Segundo a última pesquisa Quaest, divulgada em 5 de agosto, Caiado aparece com 4% das intenções de voto e Zema com 2%, patamar próximo ao de Renan Santos, do recém-criado Partido Missão.

De acordo com o levantamento, no primeiro turno Lula soma 39% e Flávio Bolsonaro 30%. Já no cenário de segundo turno, Lula sobe para 44% e Flávio para 39%, um salto que praticamente incorpora ao candidato do PL os 10% que Caiado, Zema e Renan somaram no primeiro turno. Tales Faria destaca que a variação de indecisos, brancos e nulos entre os dois cenários foi mínima — de 18% para 17% —, o que reforça a leitura de que o eleitorado já estaria cristalizando sua escolha em torno dos dois polos principais da disputa.

Diante desse cenário, as campanhas de Caiado e Zema vão concentrar esforços para evitar que o eleitor antecipe agora a decisão pelo voto útil. Caiado já apostava em destacar experiência e moderação como diferenciais em relação a Flávio Bolsonaro, enquanto Zema chegou mais tarde a essa estratégia, após o candidato do PL optar pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice, descartando uma aliança com o mineiro. Para conferir a análise completa de Tales Faria sobre os bastidores da disputa presidencial, acesse o Correio da Manhã.

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